Você julga?
(Marlon Brando, interpretando Julio Cesar, 1953)
É creditada ao imperador romano Júlio César a máxima "não basta ser, tem que parecer".
Cesar referia-se, então, à sua mulher, sua conduta, sua postura durante um escândalo: Não basta ser honesta; tem que parecer honesta.
Essa é uma das máximas mais utilizadas no marketing ( minha profissão de formação ), hoje.
Parecer, parecer, parecer...pareça bacana, pareça bonito, pareça ético, correto, amigo, alegre.
Mostre-se alegre para que a sociedade goste de você, mostre-se honesto para que as pessoas te respeitem.
E onde está o espaço para a verdade? Quando você é, não parece ser?
São essas máximas "absolutas inquestionáveis" que moldam a sociedade que somos hoje:
Pareça.
Se puder, seja, mas acima de tudo, pareça.
Hoje uma dessas máximas que mais me irritam é justamente a clássica "não julgar".
(E não estou eu aqui julgando, enquanto escrevo isso?)
Não julgue, não condene...Viva e deixe viver!
Ora...você não julga? Pois não faz mais do que a sua obrigação! Não precisa ficar alardeando.
Sobra gente com frases feitas falando sobre não julgar enquanto estão falando mal da roupa da vizinha, questionando como o chefe troca de carro todos os anos e cochichando sobre o relacionamento da moça da esquina...
Sim...todo mundo julga! E todos somos julgados.
O "não julgar" alardeado pelas "bocas santas" é um exercício constante de observação de si mesmo e depende de preencher seus pensamentos e seu tempo com coisas mais úteis sobre a sua própria vida.
Trate de se ocupar da sua própria vida, da vida de sua família, do caminho que você quer para si e ande por ele.
Se porventura preferir ficar julgando os outros, ao menos esteja a par da realidade, conheça as partes envolvidas, ouça os pontos de vista e não se baseie apenas naquilo que você "acha que pode ser".
E antes do exercício, olhe-se no espelho por um longo período.
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